02 de Dezembro de 2022

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Mira planta mais de um milhão de árvores para reflorestar pinhal ardido de 2017

A Câmara Municipal de Mira vai plantar mais de um milhão de árvores, com o intuito de reflorestar uma área de 1.500 hectares, que tinha sido destruída nos incêndios de outubro de 2017.

Esta candidatura pretende “fazer uma reflorestação de parte da nossa área que ardeu. Em 2017 arderam 6.800 hectares de floresta. Nós com este projeto vamos reflorestar 1.500 [hectares].”, disse na conferência de imprensa de apresentação do projeto, o presidente da Câmara Municipal, Raul Almeida.

Em 2021 foi feito um protocolo entre a Câmara Municipal de Mira e o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), em função do qual a autarquia passou a poder “fazer aquela reflorestação”.

O projeto, submetido em dezembro de 2020 ao Programa de Desenvolvimento Regional (PDR) 2020, foi aprovado e está já em execução desde o mês de outubro.

Trata-se de uma candidatura no valor de cerca de 2,3 milhões de euros, que teve o apoio de fundos comunitários no valor de cerca de 1,8 milhões de euros. 

A área para executar estava anteriormente ocupada por povoamentos de pinheiro-bravo, tendo sido destruído todo o arvoredo, pelo incêndio florestal que ocorreu em 15 de outubro de 2017.

O autarca deu ainda nota de que foi assinado um protocolo de acompanhamento deste projeto com o ICNF, já que este Instituto tem técnicos especializados para ajudar a fazer esse trabalho.

A intervenção começou no mês de outubro e está prevista terminar em outubro de 2024.

De acordo com a Câmara de Mira, a operação caracteriza-se pela recuperação do perímetro florestal, a preparação do terreno para acomodar a plantação, com operações de corte e redução da estilha, e deposição no solo da vegetação arbustiva constituída por matos e acácia de espigas dentro da área de intervenção.

A plantação vai ser em pinheiro-bravo na maior parte da área, e de pinheiro-manso, nas áreas identificadas da rede primária.

As áreas envolventes das linhas de água vão ser alvo de trabalhos de limpeza e desmatação moto-manual, mantendo as espécies ripícolas autóctones.

O projeto prevê ainda uma replantação de uma percentagem das árvores que não sobreviverem. “Existe ainda espaço para uma retancha, que é cerca de 20% da área total do projeto de reflorestação”, afirmou o vereador com o pelouro das florestas, Bruno Alcaide.

Para a diretora regional do Centro do ICNF, Fátima Reis, esta iniciativa vem “contribuir para a mitigação das alterações climáticas. […] Tudo isto vai também potenciar o aumento da conservação da natureza e o aumento da biodiversidade nas nossas áreas”.